
Sonho entre saias rodadas girar
Só no lento cadenciar da ciranda.
Fechar a roda glorifica a alma fêmea
Com vastos bordados.
Fincados um a um,
Cravejados,
De pedras e plumas.
Um só espetar.
Um só enfeitiçar.
Um só desdobrar.
A roda, menina, incita o recriar.
Sonhamos todas.
Bordamos, espetamos, despertamos
A dor.
Para, depois, a curar.

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