domingo, 28 de setembro de 2008

Vestido nº 2



Sonho entre saias rodadas girar
Só no lento cadenciar da ciranda.

Fechar a roda glorifica a alma fêmea
Com vastos bordados.

Fincados um a um,
Cravejados,
De pedras e plumas.

Um só espetar.
Um só enfeitiçar.
Um só desdobrar.

A roda, menina, incita o recriar.
Sonhamos todas.

Bordamos, espetamos, despertamos
A dor.

Para, depois, a curar.

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