terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cora



Cora Lina
Alinha santos no quintal.
Mãos bentas a esmagar o
Milho.
Sabor de versos
Com água e sal.
Dama do cerrado,
Cozinha palavras,
Esbarra na alma.
Fabrica mulheres,
Confeita com graça
A dura rotina dessas
Deusas pretas.

sábado, 18 de outubro de 2008

Árvore



Árvore grandiosa,
Que os sono embala,
E que tudo sente.
Em brotos rompe a seiva fina,
Úmida, quase cristal.
Árvore de longos braços,
Arqueia o tronco,
Entrega a reza para
Os deuses eternos.

Banquete



Eu oriento o banquete
Sou rainha, dona da flor.
Sou mulher, sou vigia da noite.
Carrego a pipa de barro.
Cavo fundo o teu corpo.
Como lambendo a pele,
Arregaço as pernas pro céu.
Prove que o doce é bom.