
Dai-me senhor
Olhos de Tarsila.
Para que o meu
Templo seja arte.
Afina meus dedos
Tortos e meus
Pés doídos.
Que meu útero
Cansado descame-se
Em vermelho vivo
Para pintar a
Aurora.
Dai-me senhor
A beleza das mãos
Agitadas a moldar a vida.
Dai-me também
A linha curva da
Boa obra.
Que eu seja posta no
Espaço configurado
Pela minha retina solta.
Amém.
