sábado, 21 de fevereiro de 2009

Universo Vascular


Aventurar-se pelo mundo
Sem entender a lógica
Do rastro deixado
No caminho de pedras.
Abrir a alma para
O universo vascular:
Pequenos becos
Amanhecidos de fé
E espantosa luz
Celestial.
É quase um púlpito
Erguido nos becos.
A gente que habita ali
É feita de pedra; e cor.
Lança e punhal.
Medo e inocência.
Crueldade e candura.
Aventurar-se pelo mundo
À procura de gente
Sem entender como
Dói existir aqui,
Como dói ser
Nos bordéis, palácios,
Pendurados
Por um fio.
Quanta alegoria, quanto
Samba,
Muita morte e medo.
A pintura é dúbia.
“É bela e banguela a Guanabara.”

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Maria da Saia Lavada





Cheguei tarde na esquina.
Não sobraram covas de
Velhas índias douradas.
Cantei ao pé do cocar.
Sonhei com a lua encravada.
Nunca mais pude contar
Estrelas.
A tarde ficou gelada.
Sou eu, a índia cigana.
Maria da saia lavada.